Fibrilação Atrial - Entenda melhor essa Arritmia

A Fibrilação Atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca. Ela ocorre principalmente em idosos, mas também pode surgir em jovens, principalmente após o abuso de álcool ou de drogas.


O que é uma Arritmia?


Nosso coração possui um sistema elétrico que é comandado por um local chamado nó sinusal. O nó sinusal emite o estímulo elétrico que vai passar por todo o coração para que ele bata, ou seja, contraia, empurrando o sangue para os nossos vasos, que levarão o sangue para todo o nosso corpo. O coração é formado por quatro partes, sendo as duas partes superiores chamadas de átrios e as duas inferiores chamadas de ventrículos. O impulso elétrico normalmente chega primeiro nos átrios fazendo com que eles contraiam e empurrem o sangue para os ventrículos. O estímulo elétrico chega então nos ventrículos e eles se contraem empurrando o sangue para fora do coração, através dos vasos sanguíneos, para nutrir todo o nosso corpo.


Essas batidas do coração, que são a contração dessas partes, devem ocorrer sempre em um mesmo ritmo, que é comandado pelo nó sinusal. As arritmias ocorrem quando outras partes do coração "assumem o comando" e passam a mandar outros estímulos elétricos para o coração, fazendo com que o coração saia do seu ritmo normal.


O que acontece com o coração na Fibrilação Atrial?


Na Fibrilação Atrial algumas regiões dos átrios (partes superiores do coração) ficam enviando estímulos elétricos ao mesmo tempo e de forma totalmente desorganizada, fazendo com que os átrios fiquem tremendo, ao invés de contrair e empurrar com eficiência o sangue para os ventrículos. É esse tremor dos átrios que chamamos de fibrilação.


Quais os sintomas de Fibrilação Atrial?


Com tantos estímulos elétricos recebidos ao mesmo tempo, o coração dispara e o paciente pode ter a sensação de que está uma verdadeira bagunça no seu peito. Os principais sintomas são palpitações, falta de ar, podendo ocorrer também queda de pressão, desmaio, enjôo e fadiga. Vale ressaltar que algumas pessoas podem não apresentar nenhum sintoma.


Quais os fatores de risco para Fibrilação Atrial?


Os fatores de risco para o surgimento da Fibrilação Atrial são Tabagismo, Hipertensão, Diabetes, Estresse, Sedentarismo, Sobrepeso, Obesidade, Apnéia do Sono e consumo excessivo de bebidas alcóolicas.


Quais os tipos de Fibrilação Atrial?


A Fibrilação Atrial pode ser Intermitente ou Paroxística, que é aquela que desaparece espontaneamente ou com intervenção médica em até 7 dias; Persistente, que é aquela que dura mais que 7 dias, mas que pode desaparecer espontaneamente ou com intervenção médica; e Permanente, que é a arritmia que não desaparece espontaneamente ou não são feitas mais tentativas de reversão.


Como é feito o Diagnóstico de Fibrilação Atrial?


O diagnóstico pode ser feito através do Eletrocardiograma (ECG), porém, nos casos em que a arritmia é intermitente, pode acontecer de na hora que o paciente vai realizar o ECG a arritmia não estar mais presente, não sendo possível sua detecção. Por isso, na maioria das vezes, o exame indicado será um Holter de 24 horas, que consiste no registro do ECG por 24 horas, aumentando a chance de detectar a arritmia.


Quais são as complicações causadas pela Fibrilação Atrial?


A Fibrilação Atrial por si só não é fatal, mas existem três problemas sérios que ela pode causar. O primeiro é que, como os átrios ao invés de contraírem ficam tremendo, a força total de contração do coração pode reduzir, deixando o coração mais fraco que o normal. O segundo problema é que se o coração ficar acelerado por muito tempo ele pode acabar dilatando e enfraquecendo, causando uma insuficiência cardíaca (taquicardiomiopatia).


O terceiro problema que é o mais grave é que, como os átrios ficam tremendo sem se contrair, o sangue fica ali parado por mais tempo, aumentando a chance de formar coágulos (trombos) dentro dos átrios. Quando isso ocorre, existe o risco do trombo sair do coração e ir para o cérebro, causando um AVC isquêmico.


Qual o tratamento da Fibrilação Atrial?


O tratamento deve ser avaliado individualmente pelo cardiologista. O controle dos batimentos cardíacos é essencial para evitar a taquicardiomiopatia, mas a necessidade de reversão da arritmia com anti-arrítmicos deve ser avaliada em cada caso específico. Outro fator importante é ver se o paciente tem necessidade ou não do uso de anticoagulantes para prevenção do AVC isquêmico, o que deve ser feito pelo cardiologista, através da avaliação dos riscos de sangramento versus risco de formação de trombos.


Como posso prevenir a Fibrilação Atrial?


A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada e a perda de peso são medidas que ajudarão na prevenção de Hipertensão, Diabetes, Obesidade, que são fatores de risco para Fibrilação atrial. Portanto, um estilo de vida saudável é essencial para a prevenção.



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Podcast - Fibrilação Atrial










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